Mercado da capital capixaba vive alta valorização do metro quadrado residencial com modernização de projetos e destaque para o uso de matérias-primas locais
A capital do Espírito Santo é o mais novo fenômeno do mercado imobiliário nacional. Na última pesquisa Índice Fipezap, referente a junho, Vitória liderou todos os indicadores de valorização do preço médio residencial para venda, registrando a maior alta naquele mês (2,7%), no semestre (11,8%) e no acumulado de 12 meses (21,1%), em relação às demais
Já na comparação de valor do metro quadrado com todas as 56 cidades monitoradas pelo estudo, a capital capixaba fica atrás apenas das líderes Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. Mas o que explica tal performance do mercado em Vitória?
“Um conjunto de fatores geográficos, econômicos e sociais”, enumera Marcos Murad, sócio-diretor da Lopes Consultoria de Imóveis de Vitória. Segundo ele, a capital tem restrição de terrenos para incorporação, por se tratar de uma ilha com cerca de cem quilômetros quadrados.

“Em bairros como a Praia do Canto e a Enseada do Suá, quase não há mais terrenos para novos projetos, o que eleva os preços na cidade”, afirma Murad, acrescentando que o valor do tíquete médio vendido em sua agência no ano passado foi de R$ 2,6 milhões, comparável ao praticado no Rio de Janeiro (R$ 2,9 milhões).
O aspecto econômico também impacta o setor. O PIB capixaba cresce de forma robusta nos últimos anos, apoiado na indústria, no comércio e nos serviços. O Espírito Santo abriga grandes parques industriais da Petrobras, da ArcelorMittal e da Vale, e é um poderoso hub logístico por sua localização estratégica, entre São Paulo e o Nordeste, com rodovias
Em Vitória, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que indica o nível da qualidade de vida, foi de 0,796 em 2021, a 6ª posição entre as 21 capitais brasileiras, segundo o Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (Pnud).
“LEBLON CAPIXABA”
Os lançamentos de alto padrão se concentram em dois bairros: Praia do Canto e Enseada do Suá. O primeiro é conhecido como “Leblon capixaba”, em referência ao bairro da Zona Sul carioca, por suas ruas arborizadas e oferta de bares, restaurantes e lojas de grife. O metro quadrado no bairro chega a R$ 35 mil no 495 Joaquim Lírio, um
“O residencial fica no local mais caro da cidade, e todo mundo quer morar ali”, afirma Renato Sandri, CEO da companhia, informando que essa condição se deve à defasagem arquitetônica e funcional dos prédios da orla, que perderam valor na última década, ao contrário do que ocorreu na Praia do Canto, onde a valorização anual ficou acima de 30% desde 2015.
https://valor.globo.com/patrocinado/imoveis-de-valor/noticia/2025/07/25/vitoria-novo-fenomeno-imobiliario-nacional.ghtml